Aqui só tem saudade

[...]mas é que o corpo desliga quando a dor fica insuportavel demais.
meus gritecasa

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“o nó
na garganta
aperta
espreme
sufoca
me mata
não respiro
sou pó”

Elisa Bartlett (via oxigenio-dapalavra)

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“Ele leva uma vida plena, sem o vazio da minha. Não tenho nada porque não o tenho.”

Frida Kahlo (via oxigenio-dapalavra)

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você não tem o direito de contemplar meu amanhecer nem de chorar enquanto me lê. me enche de dor úmida que escorre pelos olhos, depois elogia meu gosto ruim. eu não sou um café no qual você dosa a quantidade de açúcar. não faz sentido me balear para em seguida prestar primeiros socorros. você não pode me jogar numa fossa e querer me salvar. não tente emboçar as paredes da minha alma se depois vai voltar e dobrar a quantidade de rachaduras.

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“Nunca estamos prontos o suficiente para saber de algo, podemos até planejar e tentar no mínimo manter a pose, erguer a cabeça, e através de um teatrinho recebemos a bomba, que por fora não me causou estragos, mas de tão traiçoeira me destruiu por dentro, e o pior, ninguém viu.”

Fred Medeiros. (via teleportear)

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“Depois do quinto comprimido, escutei sua voz.
Obrigada por estar comigo quando nem mesmo eu quero continuar aqui.”

Todos os porquês que a gente escondeu. Ana F. (via salt-waterroom)

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“De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.”

2 Coríntios 4:8-9   (via mar-de-ilusao)

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“Eu vim dar o meu ultimo adeus. E dizer que nem sempre querer demais ou até mesmo viver demais seja tão bom assim. A vida, de alguma forma, quis com que eu aprendesse desde cedo a lidar com os meus medos. Mas eu sempre me senti inútil por ter nascido tão fraco. Vejo que em meio a tristeza, a vontade de viver não tem sabor algum. Tudo se constitui em amargo ou dolorido, obscuro e opaco. A chuva que cai e que demonstra ser o fim dos tempos, é a mesma que retrata a minha alma cansada, que chora e almeja por cargas mais leves, por dores mais breves. Peço perdão para aqueles que acreditaram na minha coragem. Mas venho informar que ela nunca existiu. Era apenas uma maquiagem tentando disfarçar meus medos, meus erros. Hoje está borrada, manchada. Mostra claramente o meu verdadeiro eu. Por favor, não se espante com a bagunça, eu também nunca quis morar aqui. E apesar de que já se passou tanto tempo e que hoje em dia me falte pouco tempo, ainda penso em me mudar para um lugar maior, onde caiba todas as minhas coisas. E se por acaso tudo ficar apertado demais, que seja por causa da felicidade que toma tanto espaço assim.”

Restos de um naufrágio. 

(via autorias)

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“A gente só consegue ver o que está dentro da gente. E você só consegue ver o sujo, o feio e o doente das coisas. Tudo isso está dentro de você, na sua mente, na sua cuca. Aqui. A sua cuca é que é feia, suja e doente. Nada é horrível, nada é maravilhoso. O seu olho daqui é que transforma tudo. O seu jeito de olhar. O que acontece é que você ainda não aprendeu a olhar.”

Caio Fernando Abreu. (via auroriar)

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“Estou bem, só que não tenho apetite. Meus nervos costumam me dominar, especialmente aos domingos; é quando me sinto péssima. A atmosfera é sufocante e pesada como chumbo. Lá fora não se ouve um pássaro, e um silêncio mortal e opressivo paira sobre a casa e se gruda em mim, como se fosse me arrastar para as regiões mais profundas dos abismos subterrâneos. Em tempos assim, papai, mamãe e Margot não têm a menor importância para mim. Ando de cômodo em cômodo, subo e desço escadas e me sinto um pássaro de asas cortadas, que fica se atirando contra as barras da gaiola. “Me deixem sair para onde existem ar puro e risos!”, grita uma voz dentro de mim. Nem mesmo me incomodo mais em responder, só fico deitada no divã. O sono faz o silêncio e o medo terrível irem embora mais depressa, ajuda a passar o tempo, já que é impossível matá-lo.”

O Diário de Anne Frank. (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)

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